
Numa discussão, alguém perguntou como equilibrar a atenção ao 'resultado' e a atenção ao 'processo' na consulta.
A minha opinião é: quando o conselheiro coloca a ênfase no resultado, o que é verdadeiramente sacrificado é, muitas vezes, precisamente o próprio resultado.
Da perspetiva da Terapia Centrada na Pessoa, desde que as seis condições necessárias e suficientes sejam satisfeitas, a consulta produzirá efeitos naturalmente. Esta premissa exige que o conselheiro vivencie autenticamente as três condições nucleares. E neste processo não se inclui focar deliberadamente no 'resultado' em si, independentemente de como esse resultado seja definido.
Quando Rogers discutiu as condições terapêuticas no seu artigo de 1959, assinalou especificamente: após refletir repetidamente, decidiu que ao descrever a quarta e a quinta condição — isto é, a consideração positiva incondicional e a empatia do conselheiro para com o cliente — apenas enfatizaria a experiência interna do conselheiro de ambas, e não enfatizaria que o conselheiro precise de as expressar intencionalmente ao mesmo tempo. Porque no funcionamento interno autêntico do conselheiro, estas experiências são muitas vezes transmitidas naturalmente através do tom de voz, das expressões faciais, etc. Desde que estas experiências sejam recebidas pelo cliente, a terapia terá efeito, o que não depende de o conselheiro tentar 'expressá-las'.